Concurso Diplomata do Itamaraty exige estratégia afiada, conheça em detalhes as etapas e provas do CACD que definem quem avança e quem fica pelo caminho

Candidatos realizando prova escrita em sala durante o concurso de admissão à carreira de diplomata
Aplicação de provas do CACD em sala de aula
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Concurso Diplomata, entenda as etapas e provas do CACD do Instituto Rio Branco

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, conhecido como CACD, é um dos processos seletivos mais exigentes do serviço público federal. A seleção é organizada pelo Instituto Rio Branco, escola de formação do Ministério das Relações Exteriores. Em linhas gerais, o certame reúne três fases, com uma prova objetiva e duas etapas de provas escritas.

Nas últimas edições, a estrutura manteve a essência tradicional, com ênfase em Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, Geografia, Política Internacional, Economia, Direito, além de Espanhol e Francês. Segundo o Instituto Rio Branco, a ideia é aferir conhecimentos amplos, habilidades de leitura, escrita e análise.

De acordo com informações oficiais do MRE e com a prática consolidada nos editais recentes, o candidato precisa alcançar notas mínimas por fase e também um desempenho global competitivo. Essa combinação filtra o domínio de conteúdo e a capacidade de argumentação por escrito.

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Em análise do cenário feita por especialistas e por veículos especializados como o Estratégia Concursos, a sequência de avaliação do CACD valoriza tanto a amplitude do conhecimento na prova objetiva quanto a profundidade nas provas discursivas. A seguir, veja o que compõe cada etapa e como são as provas.

Etapas do concurso Diplomata, visão geral de como funciona

O CACD tradicionalmente é composto por três fases. A primeira fase é a prova objetiva de conhecimentos gerais, com questões que abrangem todo o núcleo de disciplinas do edital.

A segunda e a terceira fase reúnem provas escritas. A segunda costuma concentrar os exames discursivos de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, enquanto a terceira fase envolve as provas escritas das demais disciplinas do conteúdo programático.

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Prova objetiva e provas escritas, critérios e pesos usuais

A prova objetiva cobra grande volume de conteúdo, com itens distribuídos entre as disciplinas centrais do CACD. Conforme o Instituto Rio Branco, essa etapa mede domínio factual, leitura atenta e raciocínio analítico em diferentes áreas do conhecimento.

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Nas provas escritas, a avaliação prioriza organização do texto, coerência, argumentação e conhecimento aprofundado. Segundo o MRE, a correção atribui notas por critérios como entendimento do tema, estrutura e precisão conceitual, além do uso correto da norma culta quando aplicável.

Os pesos e a quantidade de questões variam conforme o edital e a banca organizadora. De acordo com os editais recentes do CACD, há notas mínimas por prova e classificação por nota final, o que exige planejamento para equilibrar desempenho entre todas as disciplinas.

Línguas estrangeiras no CACD, inglês, espanhol e francês

A Língua Inglesa tem peso central na seleção, aparecendo de forma destacada entre as provas escritas. Em geral, o Inglês avalia compreensão de textos extensos, tradução, versão e produção discursiva com foco em clareza e precisão.

As provas de Espanhol e Francês costumam ter caráter mais classificatório nas fases finais, reforçando o perfil de diplomata com competência multilíngue. Segundo o Instituto Rio Branco, o objetivo é verificar leitura e produção escrita suficientes para o exercício profissional no Itamaraty.

Conteúdo programático do concurso Diplomata, disciplinas e enfoque

Em Língua Portuguesa, o CACD explora leitura crítica, gramática, interpretação e produção textual. A escrita é avaliada em profundidade, exigindo domínio de coesão, coerência e argumentação com base em temas atuais e históricos.

Em Língua Inglesa, a cobrança envolve textos densos, tradução e versão, além de redações sobre política, economia e relações internacionais. É um filtro relevante para medir maturidade intelectual e precisão vocabular.

Em História do Brasil e Geografia, o enfoque combina processos históricos, formações sociais, economia, território e temas ambientais. Já em Política Internacional, o candidato precisa relacionar história recente, atores, instituições e agendas globais.

Em Economia, aparecem macroeconomia, microeconomia, comércio internacional e desenvolvimento, com ênfase em conceitos e aplicação. Em Direito — especialmente Direito Internacional Público e noções de Direito Constitucional e Administrativo — a seleção valoriza fundamentos, tratados e jurisprudência relevante.

Por fim, Espanhol e Francês aferem leitura, vocabulário e produção de textos, alinhados às necessidades de comunicação do serviço exterior. Segundo o MRE, trata-se de uma verificação da capacidade de operar em ambientes multilíngues.

Inscrições, cotas e procedimentos habituais do edital

As inscrições são realizadas on-line, conforme cronograma do edital publicado pelo Ministério das Relações Exteriores. O documento fixa taxa de inscrição, prazos, regras de isenção de acordo com a legislação federal e orientações para recursos e atendimentos específicos.

reserva de vagas conforme a legislação federal em vigor para pessoas com deficiência e para candidatos autodeclarados negros, com procedimentos de heteroidentificação quando previsto. Segundo o Instituto Rio Branco, todas as etapas seguem normas de transparência e de integridade.

O que costuma mudar e o que se mantém no CACD

Ao longo dos anos, a banca organizadora e o formato das questões podem mudar, impactando a forma de responder a itens da objetiva e a estrutura das discursivas. Entretanto, a espinha dorsal do concurso — três fases, núcleo de disciplinas e ênfase em escrita — tende a se manter.

De acordo com análises do Estratégia Concursos e com os editais do Instituto Rio Branco, ajustes de pesos, critérios de correção e ordem das provas podem ocorrer. Por isso, é essencial acompanhar o edital vigente e seus comunicados oficiais.

Outra constante é a convocação dos aprovados para o Curso de Formação de Diplomatas no Instituto Rio Branco, etapa que completa o processo de ingresso na carreira. Ao final, os novos diplomatas iniciam a trajetória no Serviço Exterior Brasileiro.

Resumo prático para quem vai prestar o concurso Diplomata

Em termos práticos, o candidato precisa dominar o conteúdo de base para ir bem na objetiva e, ao mesmo tempo, treinar escrita com padrão elevado para as fases discursivas. O equilíbrio entre amplitude e profundidade é decisivo.

Segundo o MRE e o Instituto Rio Branco, a leitura constante de fontes qualificadas, estudo dirigido por programa oficial e prática de redação fortalecem o desempenho. A preparação orientada por provas anteriores e por análise de banca aumenta a previsibilidade e reduz surpresas.

Em síntese, quem entende a arquitetura do CACD — três fases, critérios de nota e foco em escrita de qualidade — constrói vantagem competitiva. Esse planejamento se confirma, ano após ano, nas orientações e nos resultados observados nas últimas edições.

O que você pensa sobre o peso das línguas estrangeiras e das provas discursivas no CACD, elas medem bem o perfil do futuro diplomata ou poderiam ter outro equilíbrio com a objetiva? Deixe seu comentário e participe do debate com argumentos e experiências, trazendo sugestões de melhoria e pontos fortes do modelo atual.

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Sobre o Autor

Ana Paula Araújo
Ana Paula Araújo

Ana Paula Araújo escreve diariamente sobre o mercado de trabalho, mantendo os leitores informados sobre vagas de emprego e concursos públicos, especialmente nas modalidades Home Office e Híbridas.

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