Queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries impulsiona rali das ações de mineradoras de prata, na véspera de dados de emprego dos EUA que podem mexer nas apostas de juros

Traders observam gráfico de alta do preço da prata e ações de mineradoras enquanto o dólar recua e os rendimentos dos Treasuries caem
Rali de mineradoras de prata com dólar fraco e juros menores, às vésperas do payroll nos EUA
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Dólar mais fraco e juros em queda elevam o apetite por risco em papéis ligados à prata, com investidores à espera dos números do mercado de trabalho dos EUA

As ações de mineradoras de prata avançaram com força nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, embaladas pela queda do dólar e pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries. O movimento ocorre às vésperas da divulgação de dados-chave do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas sobre a trajetória dos juros do Federal Reserve.

Segundo acompanhamento da TradingView, a combinação de dólar mais fraco e yields mais baixos favoreceu as cotações da prata e de empresas expostas ao metal, em uma sessão marcada por maior busca por proteção e por ativos sensíveis à taxa de juros real. O alívio nos juros longos reduz o custo de oportunidade de carregar metais preciosos, enquanto o dólar mais fraco tende a sustentar preços de commodities cotadas na moeda americana.

Entre os nomes mais acompanhados por investidores globais estão companhias como Pan American Silver, Hecla Mining, First Majestic e Wheaton Precious Metals, tradicionalmente sensíveis às oscilações do preço da prata. Sem números oficiais consolidados até o fechamento, o destaque ficou para a amplitude do rali no setor, que se estendeu a ETFs temáticos.

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O pano de fundo para o movimento é a expectativa com os próximos indicadores de emprego dos EUA, que ajudam a calibrar apostas sobre quando e quanto o Fed poderá cortar juros em 2026. Conforme o termômetro de probabilidades do CME FedWatch, sinais de arrefecimento no mercado de trabalho costumam aumentar as chances de flexibilização monetária, o que tende a ser positivo para metais preciosos e seus produtores.

O que está no radar, dados de emprego e expectativa para o Fed

Os investidores aguardam a leitura do payroll — relatório de empregos não agrícolas —, além de taxa de desemprego e salários, que tradicionalmente saem na sexta-feira, de acordo com o Bureau of Labor Statistics BLS. Antes, números de pedidos semanais de seguro-desemprego e pesquisas privadas, como a ADP, também entram no radar e podem direcionar o humor do mercado.

De acordo com comunicados do Departamento do Trabalho dos EUA, uma desaceleração consistente na criação de vagas ou na pressão salarial tende a reduzir o risco de inflação persistente. Esse quadro favorece a precificação de juros menores adiante, comprimindo os rendimentos dos Treasuries e oferecendo suporte adicional para ativos como ouro e prata.

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Por que dólar fraco e juros em queda ajudam prata e mineradoras

A prata não rende juros e, portanto, compete diretamente com a remuneração dos títulos públicos. Quando os rendimentos dos Treasuries recuam, especialmente os reais, o custo de oportunidade diminui, aumentando a atratividade dos metais. Esse efeito é monitorado por economistas e é amplamente discutido em bases de dados como o FRED, do Federal Reserve de St. Louis.

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Além disso, a prata é cotada em dólar. Quando o índice do dólar DXY enfraquece, compradores fora dos EUA tendem a ter maior poder de compra, o que pode sustentar a demanda e os preços. Conforme observado por plataformas de mercado como a TradingView, movimentos sincronizados de DXY e juros frequentemente antecedem ajustes em commodities.

Para as mineradoras, a dinâmica é dupla. De um lado, o preço do metal mais firme tende a melhorar receitas; de outro, juros mais baixos podem aliviar o custo de capital e melhorar as avaliações de projetos de longo prazo. Esse combo costuma se refletir rapidamente nas cotações de ações, dada a sensibilidade operacional do setor ao ciclo de preços das commodities.

Há ainda um componente de diversificação. Em momentos de cautela com crescimento e inflação nos EUA, investidores aumentam a exposição a metais preciosos como hedge de portfólio. A prata, com uso tanto industrial quanto de reserva de valor, pode capturar fluxos em cenários de incerteza, reforçando o ímpeto de curto prazo para mineradoras.

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Por fim, expectativas sobre cortes de juros pelo Fed funcionam como vento a favor. Quando as apostas de afrouxamento aumentam, indicadores financeiros tendem a antecipar esse ciclo, derrubando rendimentos e apoiando ativos sensíveis ao custo do dinheiro, entre eles os ligados à prata.

Elasticidade do lucro das mineradoras com o preço da prata

As mineradoras de prata apresentam alavancagem operacional ao preço do metal. Pequenas altas na cotação podem gerar ganhos proporcionais maiores no lucro, já que parte relevante dos custos é fixa no curto prazo. Isso explica por que, em ralis do metal, as ações costumam superar a própria prata.

Essa elasticidade, no entanto, é uma via de mão dupla. Em quedas do preço da prata ou em choques de custo — energia, reagentes, mão de obra —, as margens comprimem de forma acelerada. Por isso, movimentos como o de hoje são celebrados, mas também monitorados com atenção por analistas.

Riscos e pontos de atenção no curto prazo

O principal risco de curto prazo é um payroll mais forte que o esperado, reacendendo a hipótese de inflação persistente e, por consequência, de juros altos por mais tempo. Nesse cenário, o dólar pode voltar a ganhar força e os rendimentos dos Treasuries subir, invertendo rapidamente o rali de metais e mineradoras.

Outro ponto é o ambiente de custos. Despesas com energia, combustíveis e fatores operacionais em países produtores — como México, Peru e Canadá — podem afetar margens. Relatórios de produção e guidance trimestrais das companhias serão decisivos para validar o otimismo recente.

Quem se beneficia, ações e ETFs no foco

Entre os veículos de investimento acompanhados por gestores estão ações de produtores de prata de grande e médio porte e ETFs setoriais como o Global X Silver Miners SIL e o ETFMG Prime Junior Silver Miners SILJ. Esses produtos, conforme informações públicas das gestoras, concentram empresas expostas ao preço da prata e tendem a amplificar seus movimentos.

No universo de ações, empresas com operações diversificadas e custos competitivos costumam apresentar maior resiliência. Já companhias mais alavancadas ou com projetos em fase inicial podem mostrar maior volatilidade, refletindo a sensibilidade ao ciclo de preços e ao custo de capital.

Para além do curto prazo, a tese estrutural da prata também se apoia em demandas industriais, como aplicações em eletrônicos, energia solar e componentes automotivos. Esses vetores adicionam uma camada de sustentação de médio prazo ao caso de investimento, embora sujeitos ao ciclo global.

O rali desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, reforça como a combinação de dólar fraco, juros menores e expectativa por dados de emprego nos EUA pode destravar alta em mineradoras. Você acredita que esse movimento é o início de uma tendência ou apenas um suspiro antes de números mais fortes do payroll reverterem o quadro? Deixe sua opinião nos comentários e diga se vê esse rali como oportunidade ou armadilha no curto prazo.

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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