Ônibus gratuito entra em circulação em cidade de SC, promete aliviar o bolso das famílias e aquecer o comércio local enquanto amplia o acesso a serviços

Ônibus urbano gratuito em cidade de Santa Catarina com passageiros embarcando no centro
Transporte coletivo gratuito começa a operar para impulsionar comércio e acesso a serviços
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Município catarinense lança ônibus gratuito para estimular o comércio e facilitar deslocamentos, em linha com a expansão da tarifa zero no Brasil

Uma cidade de Santa Catarina decidiu apostar no ônibus gratuito para movimentar a economia local e atender a população em deslocamentos do dia a dia. A medida, segundo apuração do ND Mais, nasce com a promessa de redução do custo de transporte para as famílias e maior fluxo de pessoas em áreas comerciais e de serviços.

A prefeitura afirma que o objetivo central é ampliar o acesso a serviços essenciais, como saúde e educação, além de fortalecer o varejo e o turismo. Em paralelo, busca-se diminuir o uso do carro em trajetos curtos, o que pode aliviar pontos de congestionamento e melhorar a fluidez viária.

A experiência catarinense se soma a um movimento nacional de expansão da tarifa zero em municípios de diferentes portes. De acordo com levantamentos citados pelo ITDP Brasil em 2024, mais de uma centena de cidades brasileiras já testavam ou mantinham gratuidades integrais ou parciais no transporte coletivo, sobretudo em dias específicos ou em linhas municipais.

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Especialistas lembram que resultados positivos dependem de planejamento operacional, transparência nos custos e monitoramento de indicadores. O recado é direto, segundo análises da Confederação Nacional de Municípios em 2024, a sustentabilidade do modelo passa por fontes de financiamento claras e metas públicas de desempenho.

Impacto econômico e social do ônibus gratuito em Santa Catarina

O potencial de impacto econômico vem do aumento de fluxo de pessoas em polos comerciais e de serviços. Quando o transporte pesa menos no orçamento, as famílias tendem a circular mais, o que pode elevar o faturamento do comércio de bairro e do centro. Em Santa Catarina, entidades do varejo costumam associar maior movimento de rua a melhor desempenho em datas sazonais, apontando sensibilidade do setor à mobilidade urbana.

No plano social, a medida colabora para reduzir barreiras de acesso a consultas médicas, escolas e oportunidades de emprego. A POF 2017-2018 do IBGE mostrou que transporte é uma das maiores despesas das famílias brasileiras, atrás apenas de habitação, o que reforça o potencial de alívio no custo de vida quando há gratuidades ou descontos estruturados.

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Financiamento, transparência e sustentabilidade do modelo

Segundo análises técnicas citadas pela CNM em 2024, o financiamento da tarifa zero costuma combinar orçamento municipal, fundos específicos de mobilidade, receitas acessórias e, em alguns casos, subsídios cruzados. A experiência brasileira indica que a previsibilidade orçamentária é chave para manter a qualidade do serviço sem interrupções.

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Boas práticas incluem publicar contratos, indicadores de custo por passageiro, demanda por linha e metas de pontualidade e lotação. De acordo com o ITDP Brasil, transparência e dados abertos permitem que sociedade e operadores ajustem a oferta a picos de demanda, mitiguem superlotação e aprimorem itinerários.

Outra frente é a integração com políticas de uso do solo, ciclomobilidade e requalificação de calçadas. Cidades que alinham transporte e planejamento urbano tendem a colher ganhos mais consistentes de vitalidade econômica e inclusão, reduzindo desigualdades de acesso entre bairros.

O que mostram outras experiências de tarifa zero no Brasil

Experiências de referência, como a de Maricá (RJ) com a frota conhecida como “Vermelhinhos”, apontam expansão de viagens e inclusão social quando a passagem deixa de ser uma barreira. Estudos acadêmicos divulgados por pesquisadores da UFF e do Observatório das Metrópoles descrevem efeitos sobre o acesso ao trabalho e a serviços públicos, além de mudanças de padrão de mobilidade.

Esses casos revelam a necessidade de ampliar a oferta em horários de pico para evitar superlotação, bem como de calibrar frequências aos fins de semana se a estratégia inclui aquecer o comércio do centro e dos bairros. Onde houve atenção a esses pontos, os ganhos foram mais visíveis e perenes.

Outro aprendizado é comunicar claramente regras de operação, inclusive sobre integração com outras linhas, pontos de parada e eventuais janelas de gratuidade. Informação simples e acessível reduz dúvidas, melhora a experiência do usuário e eleva a adesão.

Do ponto de vista fiscal, municípios que criaram um fundo de mobilidade ou reservaram dotação estável no orçamento reportaram mais previsibilidade. A literatura técnica lembra que a queda de receita tarifária exige contrapartidas estruturadas e avaliação periódica de custo-benefício.

Para Santa Catarina, a troca de dados com cidades que já testaram modelos semelhantes ajuda a evitar erros iniciais e encurtar o tempo de maturação da política. Esse intercâmbio, segundo o ITDP Brasil, acelera melhorias operacionais e reduz custos de implementação.

Riscos e ajustes necessários

Entre os riscos mapeados estão a superlotação em corredores sem reforço de frota, linhas subutilizadas por desenho pouco atrativo e financiamento instável. A mitigação passa por monitoramento contínuo de demanda, escuta ativa da comunidade e ajustes finos de itinerário e frequência.

Métricas como tempo de espera, ocupação média, custo por quilômetro e satisfação do usuário ajudam a identificar gargalos e orientar decisões com base em evidências, reduzindo desperdícios e preservando a qualidade do serviço.

Metas, indicadores e próximos passos da política pública

Para avaliar resultados, especialistas recomendam metas claras de aumento de viagens por dia útil, redução de tempo de espera e crescimento do fluxo em áreas comerciais. O acompanhamento de indicadores de segurança viária e emissão de poluentes também permite medir ganhos ambientais da migração do carro para o ônibus.

Segundo o ND Mais, a prefeitura catarinense pretende acompanhar a adesão nas primeiras semanas e ajustar rotas conforme a demanda. Se houver transparência, dados públicos e canais de participação, a política de ônibus gratuito tende a evoluir com mais legitimidade e retorno social.

O que você pensa sobre a tarifa zero como estratégia de desenvolvimento urbano e inclusão social em Santa Catarina? Deve ser universal, focalizada em horários e públicos específicos, ou condicionada a metas de desempenho? Deixe seu comentário e contribua para o debate sobre como financiar e melhorar o transporte coletivo sem perder qualidade.

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Sobre o Autor

Geovane Souza
Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No blog, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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